Encontrei este video no blog do JJCN, Alhos Vedros e Moita.
Não resisti e tentei copiar, mas como não sou grande artista do PC, só ficou o endereço.
http://www.youtube.com/watch?v=5g8cmWZOX8Q
Deem uma espreitadela, porque dá que pensar.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Recordações
Tanto se fala de maus tratos a animais. Animais agressivos e abandonados, gente que não gosta deles porque simplesmente são de outra espécie...Enfim, eu tenho uma opinião muito diferente, e gostava muito de poder mostrar a todos que eles são muito, mas muito mais «humanos» do que nós, e mais ainda, que eles nos fazem bem.
Vou tentar por isso relatar-vos algumas das histórias que ao longo dos anos fui vivendo com eles. Uns que apanhei da rua, outros que me foram dados, outros ainda que nem foram meus. Mas continuam todos no meu coração, porque da mesma forma que não esquecemos um familiar que parte para outro mundo, também não esquecemos estes peludinhos que de uma maneira ou de outra , viveram connosco.
Esta é a história da minha Julie.
Um dia quando cheguei ao parque de campismo com a minha família, estava uma cadelinha magra e feia, com cerca de 4 meses, dentro da tenda. Tinha levado para lá ossos, paus, sapatos, enfim notava-se que “vivia” ali. Não lhe demos muito importância, até porque, se foi embora quando nos viu. Durante mais dois fins-de-semana lá encontrávamos a “Maria” (era assim que lhe chamavam por ali) tinha sido ali abandonada, e ninguém lhe dava de comer. Então ela roubava.
Seguia-me para todo o lado, parecia uma sombra, e até já tomava conta das nossas coisas, ladrando a todos quantos se aproximavam.
Uma sexta-feira ao fim do dia quando lá chegámos, já era Outono e chovia muito, estava ela presa a uma corda com cerca de 50cm, no meio da lama e sem um abrigo. Mal se podia mexer. É claro que, fui logo saber porque motivo ela estava naquelas condições.
A resposta foi: ELA ROUBA COMIDA AOS CAMPISTAS, POR ISSO VAI SER ABATIDA. JÁ SE CHAMOU O CANIL.
Quase entrei em pânico e tive de convencer os meus pais
a ficarmos com ela. Felizmente já tinha conquistado o coração de todos lá em casa, e a resposta foi imediata. Naquele dia ganhei uma amiga. No momento em que a desamarrei, ela percebeu logo o que se passava e correu para a tenda com uma felicidade tão grande…Não sei como transmiti o que sentia naquele momento, mas ela percebeu. Não foram precisas palavras, não sei o que foi, só sei que ela soube naquele momento que passava a ser da família. Nunca mais saiu do pé de nós, e no Domingo ao fim do dia entrou no carro como se sempre tivesse sido assim. O tempo passou, ela ficou linda e refilona. Sempre que lá ia, não queria ninguém perto da tenda nem da gaiola dos nossos periquitos. Era tudo dela. Nós éramos dela, éramos a sua família, não queria ninguém perto de nós, e por nós, daria a sua vida. Tenho a certeza disso, porque nós as duas comunicávamos quase só pelos gestos. Não sei explicar, mas era como se não houvesse a barreira das raças. Eu fazia um pequeno gesto e ela percebia logo. Ela olhava-me de certa forma e eu entendia o que era.
Era uma excelente guarda, da casa, e da família. Eu vivia no Cacém, perto de Sintra, e quem conhecer o lugar sabe que não é muito aconselhável andar por ali á noite sózinha. Com ela não havia problema, caminhava encostada a mim, sempre atenta ao redor, assumia um aspecto algo ferós e não ladrava...agia.
Uma vez, num café visinho, o dono, (um rapaz da minha idade) estava a contar uma história e levantou o braço perto de mim. A reacção foi instantânea...ela estava atenta e eu também. Foi como se os seus olhos mudassem de cor, e numa fracção de segundo já ia no ar de boca aberta direita a ele. Ao mesmo tempo eu pus-me á frente, e fiquei com ela ao colo, e uma dentada na testa.
Ouve criticas, muitos comentários, do género «devem chamar os bombeiros», «este cão tem de andar açaimado», « devia ser abatido», «devia-se chamar a policia», enfim aquelas coisas todas que é hábito ouvir. Mas ninguém percebeu que aquilo foi um acto de Amor. Sim Amor pela sua dona!!! Quando viu que me fez mal, meteu o rabo no meio das pernas e ficou cheia de medo.
Foi assim durante 15 anos, muitas histórias se seguiram, mas são demasiadas para contar aqui.
Em princípios de 2001 percebemos que a minha Julie tinha um tumor a crescer rapidamente na barriga, e alastrou para
as pernas traseiras. Estava surda, via mal, mas o coração estava bem. Na minha vida as coisas decorrem sempre ao mesmo tempo. A minha mãe também tinha um cancro que lhe estava a roubar a vida, e no dia em que foi internada para não voltar mais, pediu-me que levasse a Julie ao veterinário… (nesta altura eu já não vivia lá em casa, mas a minha mãe nunca me deixou trazer a Julie comigo, pois passou a ser a sua companhia). Recordar estas coisas doe muito, e estou a molhar o teclado. A Julie foi eutanasiada numa sexta-feira, dia 11 de Maio de 2001, e a minha mãe faleceu na sexta-feira, dia 18 de Maio de 2001. Em uma semana perdi as duas.
Mas foram anos bons, e todos nós temos de lembrar as coisas boas. Eu, e a minha família fomos recompensadas, por termos dado a hipótese da vida àquela cadelinha feia, mas dedicada. Todos ganhámos. Todos, menos quem a deitou fora.
Penso que ela achava que era gente. No Inverno quando estava frio ia buscar uma camisola, que empurrava para cima de nós até lha vestirmos. Ficava toda contente. Um dia comprei-lhe uma de criança que" lhe ficava a matar".
Nas fotos pode-se ver como o sofá era uma predilecção, e como no campismo não há sofá, as cadeiras de praia também servem.
Sentar no meio da rua e esperar que a vizinha do 3º andar deite uma bolacha, era coisa que não se dispensava dia nenhum.
Na 2ª foto tinha cerca de um a dois anos e está com a minha mãe.
Na 1ª tinha cerca de 10 anos, e estava-se a rir para mim.
Vou tentar por isso relatar-vos algumas das histórias que ao longo dos anos fui vivendo com eles. Uns que apanhei da rua, outros que me foram dados, outros ainda que nem foram meus. Mas continuam todos no meu coração, porque da mesma forma que não esquecemos um familiar que parte para outro mundo, também não esquecemos estes peludinhos que de uma maneira ou de outra , viveram connosco.

Esta é a história da minha Julie.
Um dia quando cheguei ao parque de campismo com a minha família, estava uma cadelinha magra e feia, com cerca de 4 meses, dentro da tenda. Tinha levado para lá ossos, paus, sapatos, enfim notava-se que “vivia” ali. Não lhe demos muito importância, até porque, se foi embora quando nos viu. Durante mais dois fins-de-semana lá encontrávamos a “Maria” (era assim que lhe chamavam por ali) tinha sido ali abandonada, e ninguém lhe dava de comer. Então ela roubava.
Seguia-me para todo o lado, parecia uma sombra, e até já tomava conta das nossas coisas, ladrando a todos quantos se aproximavam.
Uma sexta-feira ao fim do dia quando lá chegámos, já era Outono e chovia muito, estava ela presa a uma corda com cerca de 50cm, no meio da lama e sem um abrigo. Mal se podia mexer. É claro que, fui logo saber porque motivo ela estava naquelas condições.
A resposta foi: ELA ROUBA COMIDA AOS CAMPISTAS, POR ISSO VAI SER ABATIDA. JÁ SE CHAMOU O CANIL.
Quase entrei em pânico e tive de convencer os meus pais
a ficarmos com ela. Felizmente já tinha conquistado o coração de todos lá em casa, e a resposta foi imediata. Naquele dia ganhei uma amiga. No momento em que a desamarrei, ela percebeu logo o que se passava e correu para a tenda com uma felicidade tão grande…Não sei como transmiti o que sentia naquele momento, mas ela percebeu. Não foram precisas palavras, não sei o que foi, só sei que ela soube naquele momento que passava a ser da família. Nunca mais saiu do pé de nós, e no Domingo ao fim do dia entrou no carro como se sempre tivesse sido assim. O tempo passou, ela ficou linda e refilona. Sempre que lá ia, não queria ninguém perto da tenda nem da gaiola dos nossos periquitos. Era tudo dela. Nós éramos dela, éramos a sua família, não queria ninguém perto de nós, e por nós, daria a sua vida. Tenho a certeza disso, porque nós as duas comunicávamos quase só pelos gestos. Não sei explicar, mas era como se não houvesse a barreira das raças. Eu fazia um pequeno gesto e ela percebia logo. Ela olhava-me de certa forma e eu entendia o que era.Era uma excelente guarda, da casa, e da família. Eu vivia no Cacém, perto de Sintra, e quem conhecer o lugar sabe que não é muito aconselhável andar por ali á noite sózinha. Com ela não havia problema, caminhava encostada a mim, sempre atenta ao redor, assumia um aspecto algo ferós e não ladrava...agia.
Uma vez, num café visinho, o dono, (um rapaz da minha idade) estava a contar uma história e levantou o braço perto de mim. A reacção foi instantânea...ela estava atenta e eu também. Foi como se os seus olhos mudassem de cor, e numa fracção de segundo já ia no ar de boca aberta direita a ele. Ao mesmo tempo eu pus-me á frente, e fiquei com ela ao colo, e uma dentada na testa.
Ouve criticas, muitos comentários, do género «devem chamar os bombeiros», «este cão tem de andar açaimado», « devia ser abatido», «devia-se chamar a policia», enfim aquelas coisas todas que é hábito ouvir. Mas ninguém percebeu que aquilo foi um acto de Amor. Sim Amor pela sua dona!!! Quando viu que me fez mal, meteu o rabo no meio das pernas e ficou cheia de medo.
Foi assim durante 15 anos, muitas histórias se seguiram, mas são demasiadas para contar aqui.
Em princípios de 2001 percebemos que a minha Julie tinha um tumor a crescer rapidamente na barriga, e alastrou para
as pernas traseiras. Estava surda, via mal, mas o coração estava bem. Na minha vida as coisas decorrem sempre ao mesmo tempo. A minha mãe também tinha um cancro que lhe estava a roubar a vida, e no dia em que foi internada para não voltar mais, pediu-me que levasse a Julie ao veterinário… (nesta altura eu já não vivia lá em casa, mas a minha mãe nunca me deixou trazer a Julie comigo, pois passou a ser a sua companhia). Recordar estas coisas doe muito, e estou a molhar o teclado. A Julie foi eutanasiada numa sexta-feira, dia 11 de Maio de 2001, e a minha mãe faleceu na sexta-feira, dia 18 de Maio de 2001. Em uma semana perdi as duas.Mas foram anos bons, e todos nós temos de lembrar as coisas boas. Eu, e a minha família fomos recompensadas, por termos dado a hipótese da vida àquela cadelinha feia, mas dedicada. Todos ganhámos. Todos, menos quem a deitou fora.
Penso que ela achava que era gente. No Inverno quando estava frio ia buscar uma camisola, que empurrava para cima de nós até lha vestirmos. Ficava toda contente. Um dia comprei-lhe uma de criança que" lhe ficava a matar".
Nas fotos pode-se ver como o sofá era uma predilecção, e como no campismo não há sofá, as cadeiras de praia também servem.
Sentar no meio da rua e esperar que a vizinha do 3º andar deite uma bolacha, era coisa que não se dispensava dia nenhum.
Na 2ª foto tinha cerca de um a dois anos e está com a minha mãe.
Na 1ª tinha cerca de 10 anos, e estava-se a rir para mim.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Novidades

Tenho andado um pouco atarefada, e agora recebi a confirmação de poder participar na FESTIVAJIC.
Vai ser durante todo o dia 2 de Junho no SOLAR DO VINHO DO PORTO no PESO DA RÉGUA. A noite estará reservada a concertos.
Venham ver as minhas bonecas, pegar-lhes, e ver que são muito mais bonitas ao vivo (modéstia á parte, he,he,he!!!).

Nos próximos dias talvez não tenha muito tempo para vós, pois como devem imaginar andarei ocupada,
Beijos.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Denúncia

Chegou-me esta denuncia e não tenho muitas palavras para a comentar.
Sinto-me zangada, frustrada por viver num país em que estes actos ainda se praticam .
Denúncia
Há dias ouvimos falar que na China em pleno século XXI e a dois dias dos Jogos Olímpicos, milhares de cães foram barbaramente arrancados aos seus donos , espancados e mortos. Hoje, outra noticia, dá conta das atrocidades praticadas no Canil Municipal de Beja, conforme

divulga a SOUKHA.
No dia 27 de Março de 2007 foram abatidos indiscriminadamente 16 cães que estavam no Canil Municipal de Beja. O que me leva a denunciar esta triste ocorrência é um conjunto de situações que descambou neste triste fim.
Os animais errantes do concelho de Beja são capturados e levados para o canil municipal que se divide num canil exterior com cerca de 3 por 7m e um edifício com quatro levas que, por sua vez estão divididas em boxes de 80 por 80cm.
Durante meses, os animais capturados foram "empilhados" dentro do espaço exterior (provavelmente porque é mais fácil limpar um canil exterior do que vários interiores). Cadelas com cio misturadas com vários machos (inevitavelmente acabaram por parir ali mesmo - uma das cadelas foi morta pelos outros animais devido ao cheiro a sangue do parto recente); cachorros misturados com animais doentes.

Por várias vezes esta situação foi reportada pessoalmente no gabinete do Pelouro responsável. Foi feito envio de fotos por email mas a situação manteve-se.
Sem pré-aviso algum, a Veterinária Municipal, fazendo-se acompanhar de um auxiliar, dirigiu-se às instalações para abater todos os seus ocupantes. O funcionário da associação, que há muitos anos conhece o procedimento de tratamento e abate da Veterinária Municipal intercedeu junto da mesma para que não continuasse, ao que foi ameaçado com a pessoa do Vereador e a Polícia.Talvez a forma como o nosso funcionário intercedeu na matança não fosse a melhor, mas é ele quem, dia após dia, testemunha as situações, tendo por várias vezes feito tratamento a alguns animais porque a Veterinária apenas se desloca ao Canil para abater cães vadios ou para vacinar os cães em tempo estipulado pela legislação. Por várias vezes, vários amigos do Cantinho arcaram com as despesas de eutanásias devido à ausência/incompetência da Veterinária. Ontem o método de abate que foi testemunhado foi o seguinte: a Veterinária e o auxiliar usaram luvas de aço (iguais às usadas nos talhos), colocaram açaimes nos focinhos dos cães e injectaram o produto directamente no coração provocando uma tortura atroz que nem sempre causava a morte (alguns animais ainda estavam vivos enquanto os atiravam para a pilha de cadáveres).
Além das óbvias questões de ética que se levantam, cabe-nos divulgar este tipo de acontecimento para que não se repita no futuro.
Para tal, contamos com o V. apoio para mostrar à Câmara Municipal de Beja a força das associações, agrupamentos e particulares que lutam pelos Direitos dos Animais.
Por favor, enviem a V. mensagem de desagrado para geral@cm-beja.pt.
Obrigada .
Como podem ter reparado, o único email que surge no site da Câmara Municipal de Beja é generalista – e não chega a existir qualquer confirmação de recepção de emails (a desculpa sempre é que existe qualquer problema com o servidor).
Assim, venho solicitar-vos, caros amigos e companheiros de luta e ideais a, mais uma vez, demonstrarem o vosso desagrado/raiva/tristeza/etc mas através de carta para a seguinte morada:
a/c Presidente da Câmara Dr. Francisco Santos
Câmara Municipal- Praça de República
7800-427 Beja
ou a/c Vereador Miguel Ramalho
Câmara Municipal- Praça de República 7800-427 Beja
outros endereços http://soukha.blogspot.com/
acompanhem a evolução e declarações do presidente da cmb, em
http://pracadarepublica.weblog.com.pt/
a/c Presidente da Câmara Dr. Francisco Santos Câmara Municipal
- Praça de República7800-427 Beja
ou
a/c Vereador Miguel RamalhoCâmara Municipal- Praça de República 7800-427 Beja
Lista de endereços de e-mail de instituições e orgãos de comunicação social onde podemos dar a conhecer a situação:
mailto:pm.gov.ptgeral@cm-beja.pt
geral@cmbeja.pt
direccao@correiomanha.pt
reportagem@correiomanha.pt
geral@correiomanha
sandralopes@correiomanha.pt
ruisantos@correiomanha.pt
raquelpinto@correiomanha.pt
ptadeu@24horas.com.pt
olga.lobo@24horas.com.pt
osverdes@mail.telepac.pt
mailto:esquerda@esquerda.net
cdspp@cds.pt
psdbeja@iol.pt
geral@psdlisboa.org
mailto:mportal@ps.pt
Correio.Geral@ar.parlamento.pt
mailto:mgp_psd@psd.parlamento.pt
gp_pcp@pcp.parlamento.pt
gp_pp@pp.parlamento.pt
mailto:blocoar@ar.parlamento.pt
PEV.correio@pev.parlamento.pt
pm@pm.gov.pt
Sei bem e tenho consciência que os animais recolhidos da rua, muitas vezes por estarem doentes, velhinhos ou por serem demasiado agressivos, tem de ser abatidos, mais por uma questão financeira do que social. Mas deste modo????
Esta veterinária nunca deveria ter tirado este curso. Nem para trabalhar num matadouro local ela serve, porque esses animais para consumo também têm direito a serem respeitados como seres vivos.
Mas que gente é esta? Nem a policia escapa á má formação civica que aqui se vê.
terça-feira, 1 de maio de 2007
Voltar no tempo
Neste Sábado que passou, resolvemos finalmente levar as filhotas a visitar os lugares onde crescemos e vivemos as nossas adolescências. Foi um regresso ao passado, um relembrar dos lugares, ver como estão diferentes, matar todas as saudades ( bem, pelo menos algumas).
7.30 da manhã saltar da cama e acordar o pessoal. Temos muita coisa para ver e muito Km para percorrer.
Rumamos ás Azenhas do Mar, direitinhos ao miradouro. Lá estavam elas; casinhas brancas pela escarpa acima, com a pequenina piscina natural a seus pés, banhada pela também pequena praia. Visto de longe parece um cenário de brincar, ou um quadro de algum pintor da região, pintado por tantos outros.
Regressamos á realidade com o aroma do mar trazido pelo vento forte que sempre se faz sentir e nos leva os cabelos pelo ar.
As miúdas descem as escadarias, querem saber tudo, e nós contamos histórias passadas, recordamos dias dos tempos de namoro, a D. recolhe plantas das escarpas para trazer (sim, ela é como eu).
Logo a seguir, Praia das Maçãs.
Vila pequena onde termina o comboio turístico que vem de Sintra, á beira da estrada. Passeio lindíssimo por árvores centenárias, casinhas tradicionais, e palacetes a espreitar pela densa vegetação da serra.
Deambulámos por ali, deliciámos os olhos com o mar, enquanto contávamos a história do seu nome.
O cinema já lá não está, as piscinas sim, e a discoteca onde íamos dançar foi transformada em restaurante.
Já não se pode descer, as encostas estão a ceder, o caminho foi absorvido pelo tempo.
Do bar do alemão restam os muros de pedra, outrora ruínas de outra construção mais antiga.
Um dia achou-se dono da praia, e quando a maré subia, ninguém podia ficar nos muros sem fazer despesa no bar. Agora foi o mar quem o expulsou. A Natureza falou mais alto e justiça foi feita.
Mas não se pode rumar adiante sem primeiro caminhar pelas arribas fora, entre a vegetação rasteira das dunas, e ver a Praia das Maçãs
deste lado, e a foz do Rio das Maçãs.
Claro que tivemos de descer até á areia pela arriba abaixo, agora muito mais degradada. Mas as rochas são praticamente eternas, e se se mecheram nós nem damos por isso.
Estava lá tudinho, a paisagem continua linda com sabor a mar, agora, porem com a minha D. no mesmo lugar onde eu a costumava contemplar.
Mas as encostas são demasiado arenosas e estão a ceder. Este caminho está perigoso, e já não arriscamos o trilho da berma que era hábito.

Praia Grande á vista. Comprida, com as suas majestosas rochas direitas, quase a pique direitas ao céu.
Praia Grande á vista. Comprida, com as suas majestosas rochas direitas, quase a pique direitas ao céu.
Não resistimos mais. A pequena B. tirou os sapatos e as meias, eu fui atrás, e a D. seguiu-nos.
Foram direitinhas á água, e por pouco uma onda não as apanhou para o primeiro banho do ano.
Fotos e mais fotos
Vamos que se faz tarde!!!!!
Grita lá ao longe o maridão.
Uma ultima foto para recordar
Convento dos Capuchos.
A ultima vez que por lá passamos estava praticamente abandonado como sempre esteve. Agora está vedado. Pára-se o carro longe e vai-se a pé, depois de se pagar uma entrada jeitosa. Mas pronto, dão-nos um mapa mais ou menos detalhado, e finalmente lá conseguimos saber o nome de todas aquelas divisões, onde outrora apenas podíamos supor alguma coisa.
Acreditem que nos perdemos no tempo. Tudo parece feito para gente pequenina, qual casa de anõezinhos da Branca de Neve.

Entra-se por baixo de dois penedos onde os frades franciscanos puseram uma porta, depois é tentar imaginar que vida levavam num lugar daqueles.
Entra-se por baixo de dois penedos onde os frades franciscanos puseram uma porta, depois é tentar imaginar que vida levavam num lugar daqueles.
Nas celas não cabe uma actual cama de solteiro.
tudo é minusculo, inclusive as portas. A B. tem 8 anos e tem de se curvar para entrar, e o maridão só espreitava um bocadinho quase de joelhos.
Lá andamos perdidos nas asas da imaginação, tentando perceber como seria aquela vida de completo desapego das coisas materiais do mundo exterior.
As miúdas nunca se cansam e desaparecem por ali acima, querem ver tudo e descobrir ainda mais...
Tinham a sua cozinha rude, com um fogão qui sá ecológico, e uma janelinha por onde
Bem mas temos de continuar a subir a Serra.
Passamos o Castelo dos Mouros mas não paramos, já são 16 horas e vamos directos a outro lugar.
Paramos o carro onde nos deixam, e toca a subir a ladeira íngreme (muito).
As miúdas não se calam: Onde vamos agora??, onde, onde não se vê nada!!!!
Tenham calma, dizemos nós já sem fôlego. Elas á frente como se nada fosse.
De repente, na curva do caminho, digo-lhes para olharem para cima...
Surge um Palácio encantado... cheio de cor, ameias e arcos.
Não se pode dizer que é grande mas para as minhas princesas, é de conto de fadas.
Agora é que tinham asas nos pés; vamos, vamos, anda mãe, que estás a fazer?
A tirar fotografias, claro. Incrivelmente das outras vezes não tinha máquina e agora não deixo passar a oportunidade.
Palácio nacional da Pena.
Foi partir á descoberta de todos os cantos e recantos.
Subir ao ponto mais alto e olhar as copas das árvores de cima. Com todo o vento a levantar o nosso ego, e perceber como os pássaros vêm o mundo.
Senti-me voar, quase livre, quase criança novamente.
Encontramos de tudo, leões, crocodilos, grifos, e até o rei dos mares sentado na sua concha no cimo de um banco de corais, vigiando os visitantes.
Voltei no tempo, subi e desci todos os degraus, fui a todas as ameias possíveis, disputei a máquina fotográfica com as filhas, com se tivesse a idade delas.
Estava feliz sim, sim ,sim!!! Estava naquele Palácio encantado que durante 25 anos vi da minha janela, lá muito ao longe recortando o horizonte.
No mesmo, que tantas vezes descrevi ás minhas princesas, e
lhes mostrei postais, na net, na TV... mas estar lá é muito diferente.
No mesmo, que tantas vezes descrevi ás minhas princesas, e
É Mágico.
O maridão ria-se (mais pacato do que nós), deixou-nos voar o tempo todo.
Mas era hora de voltar, de descer a Serra direitos á Vila Velha...
...subir a Rua das Padarias e ir comer uns travesseiros á Piriquita, hummm, só de pensar... (são doces regionais de Sintra, especialidade desta pastelaria)
Não , não os fotografei, achei que parecia mal (vocês ficarem a olhar e eu não oferecer).
Por ultimo tínhamos de ver os coches.
Quase um símbolo desta vila, andam sempre por ali passeando os turistas.
Mas como eu nunca fui turista na minha terra, nunca andei.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Eu vi um sapo...
Já todos perceberam que os animais são uma das minhas paixões.
Um destes fins de semana, num passeio ao campo vejam o que encontrei, ou melhor , a filhota mais nova e a amiga T, encontraram.
Sei que para muitos este não é o bichinho mais simpático de todos, mas não é por isso que o devemos desprezar. Penso que este seja um "Bufo bufo" ou sapo comum.
Com a chegada da Primavera, estes bicharocos surgem das suas tocas subterrâneas e começam a alimentar-se exactamente dos outros bicharocos que por norma tentamos matar com insecticidas, quando por sua vez entram nas nossas casas. ERRADO!!
A maioria da população portuguesa tem ideias erradas acerca destes animais, estando rodeados por mitos e superstições que têm contribuído para a sua rarefacção. Com efeito, são muitos os seres destes grupos que são mortos pelo Homem, apesar de serem extremamente úteis ,p. ex. no controle das populações de insectos e de roedores.
Porque a ignorância mata, há que divulgar o importante papel que estes animais desempenham nos ecossistemas, afastando de vez as ideias erradas acerca deles:
* Não são peçonhentos,
*não são “maus”,
*a maioria nem sequer é perigosa e são muito úteis.
Vítimas da perseguição, de atropelamento, de fogos, da destruição das zonas húmidas, da poluição das águas, da destruição dos seus habitats naturais e de muitos outros factores relacionados com a nossa espécie, estes animais encontram-se cada vez mais ameaçados.
Os anfíbios adultos são carnívoros comendo principalmente insectos, minhocas, moluscos (caracóis e lesmas) e aranhas. Os anfíbios mudam de pele.
Os anfíbios servem também de presas a peixes, répteis, aves e mamíferos representando um importante papel nos ecossistemas. Para além disso, dado que comem muitos insectos, ajudam os agricultores que assim não precisam de usar insecticidas e evitam a poluição do solo, da água e problemas à saúde humana.
Os anfíbios servem também de presas a peixes, répteis, aves e mamíferos representando um importante papel nos ecossistemas. Para além disso, dado que comem muitos insectos, ajudam os agricultores que assim não precisam de usar insecticidas e evitam a poluição do solo, da água e problemas à saúde humana.
Então, ainda continuam a não gostar deles?
Há quem goste de lhes comer as pernas, eu prefiro tê-los no quintal a comer as aranhas (só de pensar até me arrepio). e as lesmas.
Quando encontrarem algum façam como eu, tirem-lhe uma foto e mostrem-na no blog, em vez de lhe tirarem a vida.
segunda-feira, 9 de abril de 2007
???????????
Já ouviram falar do Cantinho do Animais Abandonados de Viseu?
Há já muito tempo que de vez em quando ouvimos na rádio que os animais estão a passar fome e pedem comida para eles.
Todos sabem que gosto mesmo muito destes nossos amiguinhos, por isso um desses dias comprei uns sacos de ração e levei lá, achando eu que estava a fazer uma boa acção (pelo menos com a minha consciência)
Entreguei e pedi para visitar o espaço. Encontrei uma pessoa conhecida que mo mostrou, onde pude constatar que todos eles estavam gordinhos.
Publicidade enganosa???
Neste fim de semana de Páscoa chegou-me aos ouvidos, vindo não importa de onde, que no Cantinho dos Animais aqui de Viseu se andam a passar coisas muito estranhas.
*Cães que morrem de frio porque a casota foi virada de costas para o vento e eles não encontraram a entrada(???)
*Outros que morrem porque viviam num bidão e deram-lhes uma casota(???)
*De um dia para o outro morrem duas dezenas de gatos sem terem estado doentes(???)
*Etc, etc, etc , e muitas mais coisas que não me foram ditas por (acho eu) medo de represálias.
Mas o que é que se passa aqui???
O que é que a responsável do Cantinho anda a fazer no meio disto tudo???
Das duas uma, ou tem os olhinhos tapados, ou está a dormir á sombra da bananeira enquanto os bolsos se enchem.
Parece que o caso foi parar á NET (não sei em que site), mas já foi retirado. É pena pois gostaria de o ter lido, e também gostava muito de saber o E-mail dessa senhora.
Desculpem-me mas não consigo entender esta gente!!! Gostam dos bichos ou não? Se não gostam dêem o lugar a que gosta, e vá-se embora caramba.
Bem, já são perguntas a mais, agora são precisas respostas, alguém tem??
Há já muito tempo que de vez em quando ouvimos na rádio que os animais estão a passar fome e pedem comida para eles.
Todos sabem que gosto mesmo muito destes nossos amiguinhos, por isso um desses dias comprei uns sacos de ração e levei lá, achando eu que estava a fazer uma boa acção (pelo menos com a minha consciência)
Entreguei e pedi para visitar o espaço. Encontrei uma pessoa conhecida que mo mostrou, onde pude constatar que todos eles estavam gordinhos.
Publicidade enganosa???
Neste fim de semana de Páscoa chegou-me aos ouvidos, vindo não importa de onde, que no Cantinho dos Animais aqui de Viseu se andam a passar coisas muito estranhas.
*Cães que morrem de frio porque a casota foi virada de costas para o vento e eles não encontraram a entrada(???)
*Outros que morrem porque viviam num bidão e deram-lhes uma casota(???)
*De um dia para o outro morrem duas dezenas de gatos sem terem estado doentes(???)
*Etc, etc, etc , e muitas mais coisas que não me foram ditas por (acho eu) medo de represálias.
Mas o que é que se passa aqui???
O que é que a responsável do Cantinho anda a fazer no meio disto tudo???
Das duas uma, ou tem os olhinhos tapados, ou está a dormir á sombra da bananeira enquanto os bolsos se enchem.
Parece que o caso foi parar á NET (não sei em que site), mas já foi retirado. É pena pois gostaria de o ter lido, e também gostava muito de saber o E-mail dessa senhora.
Desculpem-me mas não consigo entender esta gente!!! Gostam dos bichos ou não? Se não gostam dêem o lugar a que gosta, e vá-se embora caramba.
Bem, já são perguntas a mais, agora são precisas respostas, alguém tem??
sexta-feira, 30 de março de 2007
O gato e o rato
quinta-feira, 29 de março de 2007
Estamos de voltaaaaa!!!!
Tenho andado ocupada com os meus anõezinhos.
A loja de S. Pedro do Sul tinha-me pedido mais e por isso toca a trabalhar. O pior é que só faço 1 por dia (a trabalhar no duro), e já tenho as cabeças feitas com antecedencia.
Estes aqui, estão todos desmontados e sem cabelo.
Na Minha Loja já estão os últimos, vão lá espreitar e comentem
Subscrever:
Mensagens (Atom)

