terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Que soneira
Por motivos profissionais, o maridão teve de se ausentar e, claro, isso em linguagem infantil significa:
- Mãe hoje durmo contigo!
Com aquela carinha a olhar de baixo para cima e um sorriso de orelha a orelha, não há mãe que consiga dizer NÃO.
Por aqui andámos as três a arrumar todas as coisas do Natal (com grande espanto meu, pois por norma , trabalhar não é com elas), e quando chegou a hora de dormir, ninguém refilou (geralmente nunca ninguém tem sono).
A D. ficou cabisbaixa, e com cara de cachorro abandonado. Onde cabem duas, cabem três e lá foi ela buscar a almofada.
Quando entrei finalmente no meu vale de lençóis, já lá estava uma pequena, e logo a seguir sinto um peso nos pés...Mozart esta não é a tua cama!
Pois sim, os gatos têm aquela particularidade de só fazerem o que querem, mas aqui em casa há regras, e uma delas é: "O gato não dorme na cama dos donos".
Só que ele também tem regras, e bem definidas, e uma delas é:" Eu durmo onde a D. dormir , nem que para isso tenha de fugir a meio da noite do meu dono".
Estão mesmo a ver não é? Logo a seguir entra a D. e eu fico no meio das filhas com o gato aos pés.
Ele nunca fez isto, nunca dormiu connosco, nem nunca teimou em sair, mas desta vez lá percebeu que íamos ali ficar todas (sem o dono), e ele não ia ficar de fora, ai isso é que não.
Bem onde dormem três, dormem quatro...
Quando elas eram mais pequenas, a coisa ainda escapava. Dormiam as duas agarradas ao meu pescoço,e eu de papo para o ar a noite toda. De manhã nem me podia mexer, toda perra que estava. Agora cresceram demasiado e ocupam tudo, dão voltas e mais voltas, e são... quentes. Muito quentes. Há uma da manhã já eu estava acordada, cheia de calor, com os pés em brasa, sem poder fugir para lado nenhum. Cada vês que tentava destapar-me a D. puxava logo a roupa para cima de mim outra vez.
Ás duas da manhã não aguentei mais , o estômago já roncava e fui comer.
Sabem o que dá na TV. a esta hora? Porcaria. Os nossos quatro canais não dão nada de jeito para quem tem insónia.
O resto da noite lá acabei por passar na ponta da cama, mas ás seis da manhã já estava acordada. Escusado será dizer que estou cheia de sono agora, e se este texto não sair lá muito bem , não liguem OK?
Durmam bem.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Continuando o resumo das festas
Desta vez fiquei-me só com o arroz doce (claro), e com o Bolo dos Diabos (que é um bolo de chocolate feito de uma maneira diferente, mas que fica optimo).
Quem tirou a foto foi a B. que depois de vários copos de" Champomi" de morango, já não conseguiu fazer nada mais direito, como aliás se pode ver a seguir, que a sua lucidêz já deixava muito a desejar.
O Mozart, também alinhou na festa um bocadinho á força, mas como foi a sua querida D. ele deixou fazer tudo.
O Mateus, desta vez não participou devido ás asneiras do dia, por tanto ficou no seu quarto, tendo direito a vir cumprimentar os presentes e depois ...caminha, que ainda é um bebé.
No final da festa a casa ficou um pandemónio, aqui para a Je arrumar. Valeu-me o maridão, que as filhas ficaram na retranca como era de esperar.
Resumo das festas
Começando pelas festas das escolas , reuniões de avaliação e recebimento das notas das miúdas, visitas á família que está em Lisboa...Enfim.
Depois vêm as prendas de Natal...Grrrr.
Este ano virei-me para a transformação desta abóbora...
...Nestes belos frascos de doce com nozes e amêndoas.
Estes foram para oferecer, mas fiquei com uma reserva aqui em casa que tem andado a ser comida com requeijão.
Continuando pelo mês dentro, o tapete da D. está a andar, e o Mateus não perde uma oportunidade para bater umas sornas na zona que já está feita.
Fica tão descontraído que até se deixa mascarar de Pai Natal.
Bem, finalmente lá chega o dia fatídico em que temos de comer o bacalhau, as couves, o polvo e a..... açorda de polvo, Uhhhg (nem para ela olho).
A mim cabe-me uma tarefa mais agradável, mas também muito mais trabalhosa.
Sou a Doceira de serviço.
A pastelaria é fascinante, mas muito morosa. Nesta foto estou eu a forrar as formas dos pastéis de Nata. Nunca faço menos do que 50 de cada vez, por isso tenho de forrar 50 formas,
já depois de fazer o folhado, que é diferente da massa folhada normal.
Estes ficaram um bocadinho caramelizados por cima porque deixei passar o ponto do açúcar, e deu neste resultado.
Comeram-se á mesma.
Torta de laranja, Arroz doce (claro que sem ele não é Natal), Bolo de avelãs, e Azevias de batata doce com amêndoas (assadas no forno, ficam muito agradáveis).
Para tudo isto, e olhando de fora até parece uma ninharia, gastei:
* 11 dúzias de ovos, mais 20 caseiros que me deram e foram direitinhos para os Pasteis de Nata,
*4 litros de leite.
*3Kg de margarina.
*Perdi a conta ao açúcar.
*Avelãs partidas aqui em casa, o dobro do que era preciso , porque entretanto alguém chegava e ia tirando...
*Amêndoas...idem, idem...
*Laranjas, só 3.
*Muita farinha.
*Fruta cristalizada.
*Muitas horas de luz a gastar no forno e na placa vitrocerãmica.
*Muuuuuita loiça para lavar.
*Muuuuuita água gasta nisto tudo.
Puf, puf, puf.
O resultado foi aquele, e no fim do dia já nem me apetecia jantar, queria era dormir.
Mas já passou.
Este ano, o meu presépio teve mais um elemento, muito original, que teimou em passar o tempo quase todo a ver e rever todas as figuras... e bolas da árvore... e fitas.. e luzes (por acaso, mas só por acaso, até comeu uma mini lampada...) .
Tem sido uma animação com este maroto. Encontro bolas da árvore pela casa toda.
Volta, meia volta lá se ouve as fitas e uma bola a cair. Logo depois uma bela correria com a bolinha á frente e fazer aquele barulhinho de Natal...
Mateeeeeus!!!!!!!!! que estás a fazer?????
Desapareceu na hora, nem sinal dele.
Atenção, quem não tem animais, não se deixe iludir por estas declarações que aqui faço, porque ter um animal é uma coisa simplesmente fantástica. Eles são maravilhosos, e, não querendo fazer comparações, são quase como filhos. Nascem selvagens como todos os bebés e vão sendo educados á nossa maneira.
Acreditem que no final temos recompensas fantásticas. Comédias de borla, e carinho de sobra.
São um membro da família que está sempre presente e gostam de participar em tudo, como as nossas crianças.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Ultimo dia
Esta noite é para ser feliz e brincar, dançar e brindar para que o Novo Ano que vai nascer seja pleno de alegrias, e boa sorte para todos nós.
Vamos todos ficar de cara alegre e festejar onde quer que estejamos. Deixemos para trás das costas tudo o que nos faz de alguma forma infelizes, e acreditar que tudo vai ser diferente apartir de agora.
Beijos, muitos beijos para todos os amigos que por aqui vêm e também a todos que só estão de passagem.
Mozart que não acha graça nenhuma a festas.
A esperança renovada
Há um novo ano que anuncia
Os passos da felicidade na sua chegada
E porque gosto de ti
Companheira de viagem
Que a minha companhia
Não seja uma miragem
E porque tocaste o profeta
Com a delicadeza da tua terna mão
No abrir das minhas portas
Ilumino teu coração
Um mágico 2008
Um beijo de luz
Digam lá que não é bonito?
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
É Natal
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
A.S.A.E.
To: Ministério da Economia e Inovação da Republica Portuguesa
A A.S.A.E., Autoridade de Segurança Alimentar e Económica tem vindo a impor sobre a restauração portuguesa um conjunto de regras e obrigações que em nada favorecem o povo português, pondo inclusivamente em causa valores culturais da nossa sociedade. Sob a bandeira da higiene e da segurança e escondidas atrás de supostas regras comunitárias (que não parecem estar em vigor em mais nenhum país da União Europeia), a A.S.A.E. instaurou um conjunto de medidas que vão desde a proibição da venda de produtos alimentares não empacotados, à proibição da utilização de chávenas de porcelana para chás e cafés, ou de copos de vidro para outras bebidas. De acordo com estes regulamentos todos os alimentos devem estar empacotados e etiquetados com prazos de validade, mesmo os preparados no próprio local de venda e as bebidas deverão ser servidas em copos de plástico. Além dos duvidosos e obsessivos principios higiénicos em que estas medidas se inserem, estas são de um cariz claramente anti-ambiental, estando em causa um drámatico aumento da produção de lixo, essencialmente plástico, um material resultante da refinação do petróleo. Em vez de uma política dos três R(reduzir, reutilizar, reciclar), temos aqui uma política do desperdício e da total falta de consciência ambiental. Depois há naturalmente a questão cultural. Como nos podem exigir que bebamos café em copos de plástico, como podem impedir a venda de bolas de Berlim nas praias, ou proibir que os cafés vendam produtos de fabrico próprio não empacotados? Os cafés sabem sempre melhor numa chávena e os produtos acabados de fazer, que tantas vezes chamamos "frescos", são aqueles que nos atraem aos locais onde são feitos? Contra a subserviência ao monopolio dos plásticos e do petróleo e a favor da tradições do bem comer e bem beber portuguesas, assinamos esta petição. Não podemos permitir que estraguem aquilo que de melhor existe no nosso país e, de certa forma, aquilo que faz de todos nós portugueses. Não à implementação das novas medidas de higiene alimentar da A.S.A.E., já!
Sincerely,
The Undersigned
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Passeando
Pois é, aquele lugar é muito bonito e para quem não conseguiu perceber onde estava, aqui fica o que estava atrás de mim Agora já todos sabem não é verdade?
Desta vez foi tempo de mostrar a Torre de Belém ás miúdas.
Na verdade eu própria nunca tinha lá entrado. Perdi a conta das vezes que andei por ali a passear com o meu avô em miúda, só que nessa altura estes edifícios estavam fechados ao público, e conhecer, só mesmo por fora.
O Padrão dos descobrimentos é outro lugar em que nunca entrei, e desta vez foi mais uma. Já passava das 17h e estava quase a fechar. Não valia a pena. Tínhamos também a viagem de regresso a casa para fazer (que não é curta) e ainda o jantar para resolver, porque quem tem crianças não pode comer qualquer coisita e pronto, não é assim?
Lá viemos nós embora a olhar os Jerónimos em toda a sua imponência e a prometer que da próxima é para lá que vamos cheios de tempo só para ele...Mentira, só para ele não. Temos de deixar um tempinho para os pastelinhos de Belém, que já não me passam pela goela há variadíssimos anos.
Para ser muito honesta, e modéstia á parte, eu faço uns pastelinhos de nata que não lhes ficam nada atrás, até porque o mestre pasteleiro que me ensinou, garantiu que a receita é a mesma. Claro que todos sabemos que eles têm "aquele "segredinho bem guardado que é comum a todos os bolos regionais, e que não se dá a ninguém. Caso contrário deixaria de ser segredo e todas as pastelarias copiavam.
Mas aqui para as minhas fãs, eles são muito melhores. Claro que nunca comeram os originais,he, he, he.
(Para quem não sabe os Pastéis de Belém são a receita original dos famosos pastéis de Nata que se comem por todo o país, e que aqui em Viseu já se fazem do dobro do tamanho).
Cá estão os meus acabadinhos de sair do forno...
(vou contar um segredo: Esta foto está no meu ambiente de trabalho. )
E aqui estou eu a desenformá-los...
Ummm.... Agora ia um, com canela polvilhada por cima.
Aliás este é um dos doces que faço no Natal, para todos comerem á descrição. Estou farta de fritos. Só fazem mal e na verdade só são bons no dia e ainda quentinhos. eu até gosto dos "Sonhos de abóbora", das "Rabanadas"...mas no dia seguinte já não têm gracinha nenhuma e acabam no lixo ao fim de uma semana. Portanto virei-me para estas coisinhas mais docinhas.
E o "Arroz Doce"? Adoro, e durante o Inverno faço muitas vezes.
Para acabar quero aqui deixar este espacinho que encontrei e que é mais um cantinho de ajuda muito carinhoso para os patinhas . http://cantinhodotareco.blogspot.com/
domingo, 9 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Um presente e uma pergunta

Há já uns dias que a foto dos olhos do Mozart desapareceu.
Hoje fiquei sem contador de visitantes online, e está tudo em ingles. Não fiz alteração nenhuma para isto estar assim.
O que se passa?? Será uma brincadeirinha de Natal?


