sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Obrigada



A querida Su atribuiu-me este simpático premio, que quero partilhar com todos os links, dos cantos dos amigos , das patinhas e das palavras, que estão aqui ao lado. Por isso é favor de cada um levar o seu.

Beijos a todos.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Afinal quem são os animais?

Há já uns tempos atrás me tinha chegado aos ouvidos uma história macabra sobre um costume desta terra onde vivo (e gosto). Uma tradição ali para os lados de "Travassós de Baixo", que na quarta feira de cinsas, apanham um gato, amarram-no a um tronco alto e á meia noite lhe deitam fogo. Diz-se tradição antiga e poupo-vos aos pormenores do sofrimento do animal, que certamente já estão todos a imaginar...
Como vivi durante uns anos naquele lugar, e conheço algumas pessoas que lá vivem, e gostam dos seus animais, resolvi (como quem não quer a coisa), investigar por conta própria se seria verdade. Até porque nunca tinha ouvido falar em nada.
NADA, ninguém sabe de nada, e até todos me disseram que isso era muito macabro. é hábito sim queimar um boneco com forma humana, mas animais não!
Fiquei mais satisfeita, pois afinal este país não é tão sádico como se me pintava esta história toda...até receber o email abaixo, que me deixou estarrecida. Afinal de contas não era aqui ás portas de Viseu mas sim em Vouzela, que esta tradição tem lugar com contornos diferentes, mas sem duvida, macabros.
Claro que já mandei este email para todos os meus contactos, mas aqui fica para que todos possam ler, fazer o seu juiso, copiar e enviar para todos os que realmente se preocupam com a vida, tenha ela que forma tiver.

A ANIMAL, organização não-governamental de defesa dos direitos fundamentais dos animais não-humanos, requer, nos termos da Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro, ao Governador Civil de Viseu, ao Director Regional de Agricultura e Pescas do Centro, aos Comandantes do Grupo Territorial e do Destacamento Territorial da GNR de Viseu e ao Presidente da Câmara Municipal de Vouzela que intervenham nos termos da lei impedindo a violentação de um gato nas festas de Carnaval da aldeia de Campia, em Vouzela.

Depois de, desde o início desta semana, ter corrido na Internet uma denúncia pública de crueldade contra um gato referente às festividades de Carnaval que se farão em Campia, concelho de Vouzela, essa informação chegou à ANIMAL através de diversas pessoas. Essa denúncia chegou também a diversos órgãos de imprensa, entre os quais o “Jornal de Notícias”, que hoje publicou um artigo acerca dos mórbidos planos da Comissão de Festas de Campia para fazer aquilo que surge descrito abaixo, conforme publicado no “JN” :

«[…]no dia de Carnaval, os organizadores “caçam” um gato na rua e metem-no num cântaro de barro, onde fica fechado até à hora da festa. Depois, no largo da aldeia, há um mastro forrado com palha, e o cântaro é elevado por cordas, até ao cimo do pau altaneiro. No fim do desfile do Carnaval é lançado o fogo ao mastro, que queima a palha e depois a corda que segura o cântaro. O púcaro de barro cai e desfaz-se em mil cacos. É então que o gato, sentindo-se livre, corre desnorteado, tendo ainda à perna foliões mascarados que o perseguem, alguns de paus e tenazes na mão, tentando apanhá-lo.» (In “Jornal de Notícias”, edição de 23/01/2008,http://jn.sapo.pt/2008/01/23/norte/crueldade_gato_abre_polemica_campia.html).

O primeiro passo da ANIMAL foi contactar a Junta de Freguesia de Campia a respeito deste caso, donde um funcionário não só confirmou que estas aberrantes festividades estão a ser planeadas para decorrerem nestes moldes como também adiantou que, parecia-lhe, a prática acima descrita não careceria de licença e é lícita. Tal bastou para que a ANIMAL, diante desta confirmação, avance com o segundo passo, que será enviar imediatamente um ofício a todas as autoridades regionais e locais – Governador Civil de Viseu, Director Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Comandantes do Grupo Territorial e do Destacamento Territorial da GNR de Viseu e Presidente da Câmara Municipal de Vouzela – com uma denúncia formal dos referidos planos para a prática de um acto que, além de tremendamente cruel, é ilícito, com uma exposição sobre a ilicitude de um acto desta natureza e o seu enquadramento legal (nomeadamente quanto às sanções legalmente previstas para o mesmo), e requerendo a estas mesmas autoridades que, nos termos do art.º 10.º da Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro, e nos mais previstos nos Decretos-Lei n.º 276/2001, de 17 de Outubro, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 315/2003, de 17 de Dezembro, accionem os meios necessários para impedirem esta barbárie que está publicamente anunciada, havendo tempo mais do que suficiente para, com a antecedência necessária, as mesmas autoridades notificarem formalmente a Comissão de Festas de Campia e a Junta de Freguesia desta localidade de que devem abster-se de cometer os actos que publicamente confessam pretender praticar.

Pela parte da ANIMAL, há que salientar dois pontos essenciais quanto a este caso:

· Em resposta a várias pessoas que o contactaram, o Presidente da Câmara Municipal de Vouzela refere que não tem poder, autoridade ou meios para impedir esta prática – quando, na verdade, as câmaras municipais, os seus presidentes e os seus médicos veterinários municipais estão especificamente definidos nos diplomas acima referidos como autoridades competentes para garantir o cumprimento das normas previstas na legislação vigente de protecção dos animais que a Comissão de Festas de Campia quer infringir –, o que mais uma vez mostra como as autoridades legalmente competentes para impedirem a violência exercida contra animais ilicitamente em Portugal de um modo geral não intervêm e não a impedem, seja por não saberem que deveriam intervir, seja por não quererem saber que deveriam intervir;

· De uma vez por todas, cabe à Assembleia da República estabelecer uma nova e forte lei de protecção dos animais, que, a bem dos animais do país, olhando para as suas necessidades de protecção legislativa do presente e do futuro, deve ser formulada como um Código de Protecção dos Animais nos termos propostos no “Manifesto ANIMAL – Proposta Orientadora para um Código de Protecção dos Animais”, que a ANIMAL está a defender junto do Parlamento (e a promover e defender todas as semanas nas ruas de Lisboa e do Porto), pedindo aos deputados e grupos parlamentares que a adoptem enquanto projecto-lei para uma nova lei de protecção dos animais e que a aprovem urgentemente e de forma firme, para que os animais de Portugal possam, finalmente, vir a ter a protecção legislativa que merecem e que lhes é indubitavelmente devida, e para que seja enviada uma forte mensagem, sob a forma de lei, de que a crueldade não é admitida e é legalmente tratada como crime, para, entre outros destinatários, quem em Portugal escolha festejar o Carnaval perseguindo um gato, mantendo-o preso num cântaro suspenso por cordas, aquecendo esse mesmo cântaro num fogo que deverá queimar também as cordas que o seguram, para que o mesmo caia e se parta, de modo a que o pobre gato possa – se ainda conseguir – fugir, e para depois perseguir ainda o mesmo gato com paus e tenazes, tentando apanhá-lo.

Manifesto ANIMAL.org :: Pelo Fim dos Crimes Sem Castigo :: Animal. org.pt

Por favor, não guarde esta mensagem apenas para si: Reencaminhe-a para as pessoas que conhece que também se preocupam com os direitos dos animais

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Mais uma vez venho numa tentativa de ajudar uma blogueira e esta cadelinha querida.
É mais uma que foi posta fora do carro pelos dons horriveis que teve.



... o "mar" de Unhos deu à costa esta linda princesa! Chamei-lhe Olívia, mas sei que é temporário, pois não posso ficar com ela. Ela andava perdida na minha rua e salvei-a de ser atropelada, fiquei com tanta pena dela que a coloquei no quintal separada dos meus cães, que reagiram com ciumeira (de tão mimados que são).Não sei bem o que fazer, já coloquei um cartaz à nosso porta, com fotos da pequena, esperando que alguém a reclame ou tenha a boa intenção de ficar com ela e de a tratar bem... Vou mandar mails e colocar anúncios na net. Conto com a vossa ajuda, desta vez sou eu!Ela está muito limpinha, não tinha carraças nem pulgas, não tinha nem muita fome nem muita sede, parece ter cerca de dois meses, só quer colo e miminhos, dá muitos beijinhos e segue-me para todo o lado, acho que deve ter alguns genes de pastor alemão.Espero de coração conseguir encontrar-lhe um bom lar com a vossa ajuda...



Vá lá não custa nada divulgar.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Sorrisos





O amigo Van-dog, divulgou que o Gaucho, quer ver os sorrisos dos patinhas que andam espalhados pelos blogs.

Bem... não tenho um blog totalmente dedicado a animais , mas sou muito dedicada a eles por isso aqui vai:


Esta primeira é a Julie, que já conhecem, e que se estava a rir para mim. há já um tempo que não me via e estava realmente feliz.






Este lindão era o Pólo.

Um Pastor alemão todo branco, que quando se elevava nas patas traseiras ficava mais alto do que eu.
Aqui estava mesmo feliz porque era fim de semana e ele estava em casa com ordem de ir para o sofá.

Ele era guarda do armazém do meu pai, mas as vezes levavamo-lo para casa(apartamento T2) e ele ficava com esta carinha. :)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Ainda apropósito dos postes anteriores:
Doctor
................................................................
- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre os doentes. Queria saber se determinada pessoa está melhor ou se piorou...
- Qual e o nome do doente?
- Chama-se Celso e está no quarto 302.
- Um momentinho, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem...
- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja?
- Gostaria de saber as condições clínicas do doente Celso do 302, por favor!
- Um minuto, vou localizar o médico de serviço.
- Aqui é o Dr. Carlos, de serviço. Em que posso ser-lhe útil?
- Olá, Sr. doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre o estado de saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302.
- Ok, vou consultar a ficha do doente... Só um instante! - Ora aqui está: ele alimentou-se bem hoje, a tensão arterial e a pulsação estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável dar-lhe-á alta em três dias.
- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias óptimas! Que alegria!
- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!?
- Não, sou o próprio Celso que telefona daqui do 302!!! É que todo mundo entra e sai do quarto e ninguém me diz a ponta de um corno... só queria saber se estava melhor!!!

É assim que nos sentimos ás vezes não é?

No

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Voltei em pouco tempo

Que bom que é ter amigos.

Mesmo virtuais, sem nunca nos cruzamos por aí, cruzamos apenas palavras, ideias, emoções, brincadeiras...


Por aqui andamos sem reconhecermos rostos, cor de pele, e etnias. Se somos brancos, pretos, amarelos ou avermelhados não importa. Como também não importa se somos altos, baixos gordos, gordinhos ou esqueléticos, bonitos ou feios?

Cabelo comprido, curto, pintado de cores extravagantes ou simplesmente natural? É indiferente.

Da mesma maneira não importa também se temos alguma deficiência física ou não. Se temos alguma doença grave ou se por outro lado somos saudáveis.

Isto são coisas do mundo real, que muitas vezes condiciona a nossa forma de vermos os outros, mesmo inconscientemente.

No mundo virtual estas coisas são apenas pormenores sem importância. O que realmente importa é o que nos diz o coração, são as palavras escritas pelos nossos dedos, ordenados pela nossa mente, que está ligada á nossa alma.


Aqui somos todos invisuais perante a forma física das pessoas, apenas ouvimos com os olhos, o coração de outros indivíduos desejosos de dizer ao mundo o que vai dentro de si.

Conseguimos sem quase dar por isso, encontrar amigos que têm o mesmo pensamento, os mesmos ideais, as mesmas revoltas.

Quantos... tantos... vêm, escutam-nos as palavras, e vão embora sem nunca mais voltar, e sem nunca sabermos que aqui estiveram, porque não têm os mesmos ideais. Outros ficam, e dão-nos a oportunidade de os visitar também, e assim alguns vão ficando sempre.

Com o passar do tempo descobrimos que agora temos outro tipo de amigos. Amigos que nunca se viram, mas sentem no coração a amizade, quase familiar.

É tão bom, é até quase mágico, por aqui andarmos pelo mundo sem saímos da nossa cadeira em frente a esta janelinha iluminada, onde conseguimos escrever o que nos vai na alma. As nossas alegrias, tristezas, revoltas, pequenos nadas... Mas onde aprendemos tanto com pessoas que de outra forma nunca iríamos encontrar.

Depois, no fim, quando estamos mais em baixo, quando não nos sentimos bem, quando precisamos verdadeiramente de uma palavra amiga... É daqui que ela vem. E vem em forma de corrente desenfreada a encher-nos a caixa dos comentários, de palavras amigas e encorajadoras.

Foi isso que aconteceu comigo, aqui, neste meu cantinho, e que bem que me fez.

Agora já estou bem, mas as injecções não foram "pêra doce". Cheguei a pensar que era pior a cura do que a doença. He,He, He.

Valeram-me vocês, que me ajudaram á vossa maneira, e muito.

Beijos grandes para todos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ai, ai

Está-me cá a parecer que ando a passar uma fase menos boa.
Esta noite foi uma daquelas que não desejo a ninguém. Por volta das 4 horas da manhã, acordo com uma violenta dor nas costas. Poucos segundos depois outra. Mudei de posição e continuava sempre ao mesmo ritmo.
Eram como cambrias nas costas, se é que existem, mas é assim que as consigo descrever. Violentas, rápidas, dolorosas e persistentes.
Lá me consegui aguentar, mas cada vez que me tentava mexer, era logo assaltada por mais uma.
O maridão lá me esfregou uma pomada para os entorses, que de nada resultou, e com o saco de água quente até ás sete e meia, lá fui passando o tempo desesperada porque estavam a piorar.
Para dizer a verdade, as dores de parto são mais fáceis de tolerar, embora sejam mais longas, mas dão-nos tempo de respirar, enquanto que estas malditas tiravam-me o fôlego e a fala.
Como não davam sinais de abrandar tive de ir ao centro de saúde depois de deixar as miúdas na escola.Valeu-me a amiga Eva, que deu uma ajuda preciosa.
A viagem de carro foi a pior coisa que já me aconteceu até agora , com as curvas...foi terrível.
Já no centro a senhora que estava na secretaria das consultas de emergência, achou que eu tinha de ser atendida pelo meu médico de família, portanto não era nada com ela, e tive de subir mais um andar a pé (que os elevadores são pequenos, superlotados, e o grande está avariado há uma semana).

Na dita secretaria, pedi ao senhor que me atendeu, uma consulta de emergência, ao que o senhor me respondeu que o meu médico ainda não tinha chegado, e tinha já tudo cheio para hoje, por isso teria de ir falar com ele e pedir-lhe autorização para me consultar!

Naquela altura as dores já eram de tal forma que eu estava apoiada em cima da secretária e um bocado "passada" disse-lhe que não podia esperar mais. Como já me custava a falar e fazia pausas no meio de cada palavra, ele percebeu que era mesmo urgente e mandou-me para o andar de baixo para uma consulta aberta. -"MAS FOI DE LÁ QUE EU VIM E A SUA COLEGA DISSE QUE ERA AQUI CONSIGO. EU PRECISO DE UM MÉDICO E NÃO POSSO ESPERAR PELO MEU QUE NEM SEI A QUE HORAS CHEGA, OU SE ME ATENDE!!!!!!!!!

O homem pega no telefone faz a ligação para o andar de baixo, resmunga com a colega e diz-lhe que"Esta senhora nem se tem de pé quanto mais ter esperar pelo médico que tem as consultas todas cheias. Faz favor de lhe marcar a consulta para agora que com este serviço resolvo eu!!

Lá fui eu escada abaixo meio amparada pelo maridão já furioso e praticamente a deitar fumo pelas orelhas. A tal senhora nem piou até porque o médico de serviço NÃO TINHA NINGUÉM, e fui logo atendida.

diagnostico: Nevralgia lombar. deve ter apanhado uma corrente de ar. não se lembra de ter apanhado frio?

Apanhei logo uma injecção e vim para casa com mais uns comprimidos e injecções para apanhar uma por dia. Quanto tempo? Cerca de quatro dias.

O resto do dia foi passado deitadinha no sofá com o saco de água quente nas costas. Não passou mas abrandou. Quem ficou a ganhar com isto tudo foi o livro do amigo Pedro Ventura, o Goor, que tem andado a ser lido ás prestações porque o tempo durante o dia é zero, e á noite adormeço e não consigo ler rigorosamente nada.

Deixem-me que vos diga que este livro é excelente, e nem parece escrito por um portuga viseence. Nós temos a mania que só os estranjas é que são bons, mas não damos oportunidade sequer aos nossos de mostrarem o que valem.
Pois então experimentem este e digam de vossa justiça. Hoje dei-lhe um bom avanço e amanhã penso acabá-lo (finalmente).
Finalmente também estão de volta estas dores, e estou cá a prever mais uma noite jeitosa.
Vamos ver.
Durmam bem por mim OK?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Que soneira

Esta noite foi uma daquelas em que dormir não foi propriamente o ponto principal.
Por motivos profissionais, o maridão teve de se ausentar e, claro, isso em linguagem infantil significa:
- Mãe hoje durmo contigo!
Com aquela carinha a olhar de baixo para cima e um sorriso de orelha a orelha, não há mãe que consiga dizer NÃO.
Por aqui andámos as três a arrumar todas as coisas do Natal (com grande espanto meu, pois por norma , trabalhar não é com elas), e quando chegou a hora de dormir, ninguém refilou (geralmente nunca ninguém tem sono).
A D. ficou cabisbaixa, e com cara de cachorro abandonado. Onde cabem duas, cabem três e lá foi ela buscar a almofada.
Quando entrei finalmente no meu vale de lençóis, já lá estava uma pequena, e logo a seguir sinto um peso nos pés...Mozart esta não é a tua cama!
Pois sim, os gatos têm aquela particularidade de só fazerem o que querem, mas aqui em casa há regras, e uma delas é: "O gato não dorme na cama dos donos".
Só que ele também tem regras, e bem definidas, e uma delas é:" Eu durmo onde a D. dormir , nem que para isso tenha de fugir a meio da noite do meu dono".
Estão mesmo a ver não é? Logo a seguir entra a D. e eu fico no meio das filhas com o gato aos pés.
Ele nunca fez isto, nunca dormiu connosco, nem nunca teimou em sair, mas desta vez lá percebeu que íamos ali ficar todas (sem o dono), e ele não ia ficar de fora, ai isso é que não.
Bem onde dormem três, dormem quatro...

Quando elas eram mais pequenas, a coisa ainda escapava. Dormiam as duas agarradas ao meu pescoço,e eu de papo para o ar a noite toda. De manhã nem me podia mexer, toda perra que estava. Agora cresceram demasiado e ocupam tudo, dão voltas e mais voltas, e são... quentes. Muito quentes. Há uma da manhã já eu estava acordada, cheia de calor, com os pés em brasa, sem poder fugir para lado nenhum. Cada vês que tentava destapar-me a D. puxava logo a roupa para cima de mim outra vez.
Ás duas da manhã não aguentei mais , o estômago já roncava e fui comer.
Sabem o que dá na TV. a esta hora? Porcaria. Os nossos quatro canais não dão nada de jeito para quem tem insónia.
O resto da noite lá acabei por passar na ponta da cama, mas ás seis da manhã já estava acordada. Escusado será dizer que estou cheia de sono agora, e se este texto não sair lá muito bem , não liguem OK?
Durmam bem.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Continuando o resumo das festas

O ultimo dia e noite foram aqui mesmo.
Familia e amigos, ao todo fomos 10. Cá a cozinheira de serviço arranjou 3 "Marrecos" e fê-los com arroz, acompanhados de um Bufet de frutas.

Beeeem, desfiar têz patos cozidos é obra, mas vale a pena (coitadinhos, pois... gosto muito de animais, mas ainda não consigo comer só legumes)


Desta vez fiquei-me só com o arroz doce (claro), e com o Bolo dos Diabos (que é um bolo de chocolate feito de uma maneira diferente, mas que fica optimo).

Quem tirou a foto foi a B. que depois de vários copos de" Champomi" de morango, já não conseguiu fazer nada mais direito, como aliás se pode ver a seguir, que a sua lucidêz já deixava muito a desejar.

O Mozart, também alinhou na festa um bocadinho á força, mas como foi a sua querida D. ele deixou fazer tudo.

O Mateus, desta vez não participou devido ás asneiras do dia, por tanto ficou no seu quarto, tendo direito a vir cumprimentar os presentes e depois ...caminha, que ainda é um bebé.

No final da festa a casa ficou um pandemónio, aqui para a Je arrumar. Valeu-me o maridão, que as filhas ficaram na retranca como era de esperar.

Resumo das festas

O mês de Dezembro é sempre muito complicado para mim.
Começando pelas festas das escolas , reuniões de avaliação e recebimento das notas das miúdas, visitas á família que está em Lisboa...Enfim.
Depois vêm as prendas de Natal...Grrrr.


Este ano virei-me para a transformação desta abóbora...




...Nestes belos frascos de doce com nozes e amêndoas.

Estes foram para oferecer, mas fiquei com uma reserva aqui em casa que tem andado a ser comida com requeijão.












Continuando pelo mês dentro, o tapete da D. está a andar, e o Mateus não perde uma oportunidade para bater umas sornas na zona que já está feita.
Fica tão descontraído que até se deixa mascarar de Pai Natal.





Bem, finalmente lá chega o dia fatídico em que temos de comer o bacalhau, as couves, o polvo e a..... açorda de polvo, Uhhhg (nem para ela olho).



A mim cabe-me uma tarefa mais agradável, mas também muito mais trabalhosa.
Sou a Doceira de serviço.

A pastelaria é fascinante, mas muito morosa. Nesta foto estou eu a forrar as formas dos pastéis de Nata. Nunca faço menos do que 50 de cada vez, por isso tenho de forrar 50 formas,
já depois de fazer o folhado, que é diferente da massa folhada normal.
Estes ficaram um bocadinho caramelizados por cima porque deixei passar o ponto do açúcar, e deu neste resultado.
Comeram-se á mesma.
Torta de laranja, Arroz doce (claro que sem ele não é Natal), Bolo de avelãs, e Azevias de batata doce com amêndoas (assadas no forno, ficam muito agradáveis).

Para tudo isto, e olhando de fora até parece uma ninharia, gastei:

* 11 dúzias de ovos, mais 20 caseiros que me deram e foram direitinhos para os Pasteis de Nata,
*4 litros de leite.
*3Kg de margarina.
*Perdi a conta ao açúcar.
*Avelãs partidas aqui em casa, o dobro do que era preciso , porque entretanto alguém chegava e ia tirando...
*Amêndoas...idem, idem...
*Laranjas, só 3.
*Muita farinha.
*Fruta cristalizada.
*Muitas horas de luz a gastar no forno e na placa vitrocerãmica.
*Muuuuuita loiça para lavar.
*Muuuuuita água gasta nisto tudo.

Puf, puf, puf.

O resultado foi aquele, e no fim do dia já nem me apetecia jantar, queria era dormir.


Mas já passou.

Este ano, o meu presépio teve mais um elemento, muito original, que teimou em passar o tempo quase todo a ver e rever todas as figuras... e bolas da árvore... e fitas.. e luzes (por acaso, mas só por acaso, até comeu uma mini lampada...) .

Tem sido uma animação com este maroto. Encontro bolas da árvore pela casa toda.
Volta, meia volta lá se ouve as fitas e uma bola a cair. Logo depois uma bela correria com a bolinha á frente e fazer aquele barulhinho de Natal...
Mateeeeeus!!!!!!!!! que estás a fazer?????
Desapareceu na hora, nem sinal dele.

Atenção, quem não tem animais, não se deixe iludir por estas declarações que aqui faço, porque ter um animal é uma coisa simplesmente fantástica. Eles são maravilhosos, e, não querendo fazer comparações, são quase como filhos. Nascem selvagens como todos os bebés e vão sendo educados á nossa maneira.
Acreditem que no final temos recompensas fantásticas. Comédias de borla, e carinho de sobra.
São um membro da família que está sempre presente e gostam de participar em tudo, como as nossas crianças.