terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Ultima hora.
No seguimento das diligências efectuadas pela ANIMAL, o Comandante do Posto Territorial de Vouzela da GNR estabeleceu, às 15h de hoje, um contacto telefónico com o Presidente da ANIMAL, para informar esta organização de que a GNR está a envidar todos os esforços para impedir a utilização violenta de um gato nas festividades do Carnaval de Campia, previstas para amanhã, 5 de Fevereiro. O Comandante da GNR de Vouzela adiantou, neste telefonema, que soube que a Comissão de Festas de Campia e a população local planeiam, em face da oposição que sentiram e da acção preventiva das autoridades, fazer uma mera simulação na qual não será utilizado ou envolvido animal algum, que é justamente o que a ANIMAL e as centenas de pessoas preocupadas com este caso e que tomaram posição pretendiam conseguir.
O Comandante da GNR de Vouzela acrescentou ainda que, conforme lhe foi requerido pela ANIMAL, a GNR estará no local amanhã para garantir que as ditas festividades ocorrerão sem que o uso cruel e ilícito de qualquer animal aconteça, além de estar atenta ao evoluir dos acontecimentos e de se manter vigilante ainda antes das festividades se iniciarem. A ANIMAL está e continuará a fazer o mesmo.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
sábado, 26 de janeiro de 2008
Afinal quem são os animais?
Como vivi durante uns anos naquele lugar, e conheço algumas pessoas que lá vivem, e gostam dos seus animais, resolvi (como quem não quer a coisa), investigar por conta própria se seria verdade. Até porque nunca tinha ouvido falar em nada.
NADA, ninguém sabe de nada, e até todos me disseram que isso era muito macabro. é hábito sim queimar um boneco com forma humana, mas animais não!
Fiquei mais satisfeita, pois afinal este país não é tão sádico como se me pintava esta história toda...até receber o email abaixo, que me deixou estarrecida. Afinal de contas não era aqui ás portas de Viseu mas sim em Vouzela, que esta tradição tem lugar com contornos diferentes, mas sem duvida, macabros.
Claro que já mandei este email para todos os meus contactos, mas aqui fica para que todos possam ler, fazer o seu juiso, copiar e enviar para todos os que realmente se preocupam com a vida, tenha ela que forma tiver.
A ANIMAL, organização não-governamental de defesa dos direitos fundamentais dos animais não-humanos, requer, nos termos da Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro, ao Governador Civil de Viseu, ao Director Regional de Agricultura e Pescas do Centro, aos Comandantes do Grupo Territorial e do Destacamento Territorial da GNR de Viseu e ao Presidente da Câmara Municipal de Vouzela que intervenham nos termos da lei impedindo a violentação de um gato nas festas de Carnaval da aldeia de Campia, em Vouzela.
Depois de, desde o início desta semana, ter corrido na Internet uma denúncia pública de crueldade contra um gato referente às festividades de Carnaval que se farão em Campia, concelho de Vouzela, essa informação chegou à ANIMAL através de diversas pessoas. Essa denúncia chegou também a diversos órgãos de imprensa, entre os quais o “Jornal de Notícias”, que hoje publicou um artigo acerca dos mórbidos planos da Comissão de Festas de Campia para fazer aquilo que surge descrito abaixo, conforme publicado no “JN” :
«[…]no dia de Carnaval, os organizadores “caçam” um gato na rua e metem-no num cântaro de barro, onde fica fechado até à hora da festa. Depois, no largo da aldeia, há um mastro forrado com palha, e o cântaro é elevado por cordas, até ao cimo do pau altaneiro. No fim do desfile do Carnaval é lançado o fogo ao mastro, que queima a palha e depois a corda que segura o cântaro. O púcaro de barro cai e desfaz-se em mil cacos. É então que o gato, sentindo-se livre, corre desnorteado, tendo ainda à perna foliões mascarados que o perseguem, alguns de paus e tenazes na mão, tentando apanhá-lo.» (In “Jornal de Notícias”, edição de 23/01/2008,http://jn.sapo.pt/2008/01/23/norte/crueldade_gato_abre_polemica_campia.html).
O primeiro passo da ANIMAL foi contactar a Junta de Freguesia de Campia a respeito deste caso, donde um funcionário não só confirmou que estas aberrantes festividades estão a ser planeadas para decorrerem nestes moldes como também adiantou que, parecia-lhe, a prática acima descrita não careceria de licença e é lícita. Tal bastou para que a ANIMAL, diante desta confirmação, avance com o segundo passo, que será enviar imediatamente um ofício a todas as autoridades regionais e locais – Governador Civil de Viseu, Director Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Comandantes do Grupo Territorial e do Destacamento Territorial da GNR de Viseu e Presidente da Câmara Municipal de Vouzela – com uma denúncia formal dos referidos planos para a prática de um acto que, além de tremendamente cruel, é ilícito, com uma exposição sobre a ilicitude de um acto desta natureza e o seu enquadramento legal (nomeadamente quanto às sanções legalmente previstas para o mesmo), e requerendo a estas mesmas autoridades que, nos termos do art.º 10.º da Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro, e nos mais previstos nos Decretos-Lei n.º 276/2001, de 17 de Outubro, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 315/2003, de 17 de Dezembro, accionem os meios necessários para impedirem esta barbárie que está publicamente anunciada, havendo tempo mais do que suficiente para, com a antecedência necessária, as mesmas autoridades notificarem formalmente a Comissão de Festas de Campia e a Junta de Freguesia desta localidade de que devem abster-se de cometer os actos que publicamente confessam pretender praticar.
Pela parte da ANIMAL, há que salientar dois pontos essenciais quanto a este caso:
· Em resposta a várias pessoas que o contactaram, o Presidente da Câmara Municipal de Vouzela refere que não tem poder, autoridade ou meios para impedir esta prática – quando, na verdade, as câmaras municipais, os seus presidentes e os seus médicos veterinários municipais estão especificamente definidos nos diplomas acima referidos como autoridades competentes para garantir o cumprimento das normas previstas na legislação vigente de protecção dos animais que a Comissão de Festas de Campia quer infringir –, o que mais uma vez mostra como as autoridades legalmente competentes para impedirem a violência exercida contra animais ilicitamente em Portugal de um modo geral não intervêm e não a impedem, seja por não saberem que deveriam intervir, seja por não quererem saber que deveriam intervir;
· De uma vez por todas, cabe à Assembleia da República estabelecer uma nova e forte lei de protecção dos animais, que, a bem dos animais do país, olhando para as suas necessidades de protecção legislativa do presente e do futuro, deve ser formulada como um Código de Protecção dos Animais nos termos propostos no “Manifesto ANIMAL – Proposta Orientadora para um Código de Protecção dos Animais”, que a ANIMAL está a defender junto do Parlamento (e a promover e defender todas as semanas nas ruas de Lisboa e do Porto), pedindo aos deputados e grupos parlamentares que a adoptem enquanto projecto-lei para uma nova lei de protecção dos animais e que a aprovem urgentemente e de forma firme, para que os animais de Portugal possam, finalmente, vir a ter a protecção legislativa que merecem e que lhes é indubitavelmente devida, e para que seja enviada uma forte mensagem, sob a forma de lei, de que a crueldade não é admitida e é legalmente tratada como crime, para, entre outros destinatários, quem em Portugal escolha festejar o Carnaval perseguindo um gato, mantendo-o preso num cântaro suspenso por cordas, aquecendo esse mesmo cântaro num fogo que deverá queimar também as cordas que o seguram, para que o mesmo caia e se parta, de modo a que o pobre gato possa – se ainda conseguir – fugir, e para depois perseguir ainda o mesmo gato com paus e tenazes, tentando apanhá-lo.
Manifesto ANIMAL.org :: Pelo Fim dos Crimes Sem Castigo :: Animal. org.pt
Por favor, não guarde esta mensagem apenas para si: Reencaminhe-a para as pessoas que conhece que também se preocupam com os direitos dos animais
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
É mais uma que foi posta fora do carro pelos dons horriveis que teve.
... o "mar" de Unhos deu à costa esta linda princesa! Chamei-lhe Olívia, mas sei que é temporário, pois não posso ficar com ela. Ela andava perdida na minha rua e salvei-a de ser atropelada, fiquei com tanta pena dela que a coloquei no quintal separada dos meus cães, que reagiram com ciumeira (de tão mimados que são).Não sei bem o que fazer, já coloquei um cartaz à nosso porta, com fotos da pequena, esperando que alguém a reclame ou tenha a boa intenção de ficar com ela e de a tratar bem... Vou mandar mails e colocar anúncios na net. Conto com a vossa ajuda, desta vez sou eu!Ela está muito limpinha, não tinha carraças nem pulgas, não tinha nem muita fome nem muita sede, parece ter cerca de dois meses, só quer colo e miminhos, dá muitos beijinhos e segue-me para todo o lado, acho que deve ter alguns genes de pastor alemão.Espero de coração conseguir encontrar-lhe um bom lar com a vossa ajuda...
Vá lá não custa nada divulgar.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Sorrisos

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

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- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre os doentes. Queria saber se determinada pessoa está melhor ou se piorou...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Voltei em pouco tempo
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Ai, ai
Esta noite foi uma daquelas que não desejo a ninguém. Por volta das 4 horas da manhã, acordo com uma violenta dor nas costas. Poucos segundos depois outra. Mudei de posição e continuava sempre ao mesmo ritmo.
Eram como cambrias nas costas, se é que existem, mas é assim que as consigo descrever. Violentas, rápidas, dolorosas e persistentes.
Lá me consegui aguentar, mas cada vez que me tentava mexer, era logo assaltada por mais uma.
O maridão lá me esfregou uma pomada para os entorses, que de nada resultou, e com o saco de água quente até ás sete e meia, lá fui passando o tempo desesperada porque estavam a piorar.
Para dizer a verdade, as dores de parto são mais fáceis de tolerar, embora sejam mais longas, mas dão-nos tempo de respirar, enquanto que estas malditas tiravam-me o fôlego e a fala.
Como não davam sinais de abrandar tive de ir ao centro de saúde depois de deixar as miúdas na escola.Valeu-me a amiga Eva, que deu uma ajuda preciosa.
A viagem de carro foi a pior coisa que já me aconteceu até agora , com as curvas...foi terrível.
Já no centro a senhora que estava na secretaria das consultas de emergência, achou que eu tinha de ser atendida pelo meu médico de família, portanto não era nada com ela, e tive de subir mais um andar a pé (que os elevadores são pequenos, superlotados, e o grande está avariado há uma semana).
Na dita secretaria, pedi ao senhor que me atendeu, uma consulta de emergência, ao que o senhor me respondeu que o meu médico ainda não tinha chegado, e tinha já tudo cheio para hoje, por isso teria de ir falar com ele e pedir-lhe autorização para me consultar!
Naquela altura as dores já eram de tal forma que eu estava apoiada em cima da secretária e um bocado "passada" disse-lhe que não podia esperar mais. Como já me custava a falar e fazia pausas no meio de cada palavra, ele percebeu que era mesmo urgente e mandou-me para o andar de baixo para uma consulta aberta. -"MAS FOI DE LÁ QUE EU VIM E A SUA COLEGA DISSE QUE ERA AQUI CONSIGO. EU PRECISO DE UM MÉDICO E NÃO POSSO ESPERAR PELO MEU QUE NEM SEI A QUE HORAS CHEGA, OU SE ME ATENDE!!!!!!!!!
O homem pega no telefone faz a ligação para o andar de baixo, resmunga com a colega e diz-lhe que"Esta senhora nem se tem de pé quanto mais ter esperar pelo médico que tem as consultas todas cheias. Faz favor de lhe marcar a consulta para agora que com este serviço resolvo eu!!
Lá fui eu escada abaixo meio amparada pelo maridão já furioso e praticamente a deitar fumo pelas orelhas. A tal senhora nem piou até porque o médico de serviço NÃO TINHA NINGUÉM, e fui logo atendida.
diagnostico: Nevralgia lombar. deve ter apanhado uma corrente de ar. não se lembra de ter apanhado frio?
Apanhei logo uma injecção e vim para casa com mais uns comprimidos e injecções para apanhar uma por dia. Quanto tempo? Cerca de quatro dias.
O resto do dia foi passado deitadinha no sofá com o saco de água quente nas costas. Não passou mas abrandou. Quem ficou a ganhar com isto tudo foi o livro do amigo Pedro Ventura, o Goor,
que tem andado a ser lido ás prestações porque o tempo durante o dia é zero, e á noite adormeço e não consigo ler rigorosamente nada.Deixem-me que vos diga que este livro é excelente, e nem parece escrito por um portuga viseence. Nós temos a mania que só os estranjas é que são bons, mas não damos oportunidade sequer aos nossos de mostrarem o que valem.
Pois então experimentem este e digam de vossa justiça. Hoje dei-lhe um bom avanço e amanhã penso acabá-lo (finalmente).
Finalmente também estão de volta estas dores, e estou cá a prever mais uma noite jeitosa.
Vamos ver.
Durmam bem por mim OK?
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Que soneira
Por motivos profissionais, o maridão teve de se ausentar e, claro, isso em linguagem infantil significa:
- Mãe hoje durmo contigo!
Com aquela carinha a olhar de baixo para cima e um sorriso de orelha a orelha, não há mãe que consiga dizer NÃO.
Por aqui andámos as três a arrumar todas as coisas do Natal (com grande espanto meu, pois por norma , trabalhar não é com elas), e quando chegou a hora de dormir, ninguém refilou (geralmente nunca ninguém tem sono).
A D. ficou cabisbaixa, e com cara de cachorro abandonado. Onde cabem duas, cabem três e lá foi ela buscar a almofada.
Quando entrei finalmente no meu vale de lençóis, já lá estava uma pequena, e logo a seguir sinto um peso nos pés...Mozart esta não é a tua cama!
Pois sim, os gatos têm aquela particularidade de só fazerem o que querem, mas aqui em casa há regras, e uma delas é: "O gato não dorme na cama dos donos".
Só que ele também tem regras, e bem definidas, e uma delas é:" Eu durmo onde a D. dormir , nem que para isso tenha de fugir a meio da noite do meu dono".
Estão mesmo a ver não é? Logo a seguir entra a D. e eu fico no meio das filhas com o gato aos pés.
Ele nunca fez isto, nunca dormiu connosco, nem nunca teimou em sair, mas desta vez lá percebeu que íamos ali ficar todas (sem o dono), e ele não ia ficar de fora, ai isso é que não.
Bem onde dormem três, dormem quatro...
Quando elas eram mais pequenas, a coisa ainda escapava. Dormiam as duas agarradas ao meu pescoço,e eu de papo para o ar a noite toda. De manhã nem me podia mexer, toda perra que estava. Agora cresceram demasiado e ocupam tudo, dão voltas e mais voltas, e são... quentes. Muito quentes. Há uma da manhã já eu estava acordada, cheia de calor, com os pés em brasa, sem poder fugir para lado nenhum. Cada vês que tentava destapar-me a D. puxava logo a roupa para cima de mim outra vez.
Ás duas da manhã não aguentei mais , o estômago já roncava e fui comer.
Sabem o que dá na TV. a esta hora? Porcaria. Os nossos quatro canais não dão nada de jeito para quem tem insónia.
O resto da noite lá acabei por passar na ponta da cama, mas ás seis da manhã já estava acordada. Escusado será dizer que estou cheia de sono agora, e se este texto não sair lá muito bem , não liguem OK?
Durmam bem.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Continuando o resumo das festas
Desta vez fiquei-me só com o arroz doce (claro), e com o Bolo dos Diabos (que é um bolo de chocolate feito de uma maneira diferente, mas que fica optimo).
Quem tirou a foto foi a B. que depois de vários copos de" Champomi" de morango, já não conseguiu fazer nada mais direito, como aliás se pode ver a seguir, que a sua lucidêz já deixava muito a desejar.
O Mozart, também alinhou na festa um bocadinho á força, mas como foi a sua querida D. ele deixou fazer tudo.
O Mateus, desta vez não participou devido ás asneiras do dia, por tanto ficou no seu quarto, tendo direito a vir cumprimentar os presentes e depois ...caminha, que ainda é um bebé.
No final da festa a casa ficou um pandemónio, aqui para a Je arrumar. Valeu-me o maridão, que as filhas ficaram na retranca como era de esperar.



